Entenda a crise do Crédito

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Não entendeu né?

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Junte os fatores.

Queda das empresas de internet em 2001(bolha da Nasdaq), um presidente (na verdade o FED, mas sacanear o Bush é mais legal) com baixa popularidade que resolve diminuir os juros como solução para reaquecer a economia (funcionou naquele momento) e ganhar o apoio dos americanos, toda a classe média se empolga com os juros baixos e põe seus bens como garantia para financiar tudo que tem ao seu alcance, porém, uma hora o tal presidente descobre que o governo precisa de $$ também (guerra no Iraque, Déficit, etc), os bancos também (haviam vendido os títulos dos empréstimos a população e estavam extremamente alavancados, precisavam de liquidez), aumentam-se os juros, e então percebem que existe uma crise de insolvência (insolvência é quando você deve e descobrem que você não tem como pagar, não tem de onde tirar, falta $$, bens, ativos…) com a população estaduniense.

Todo mundo que pegou empréstimos, botando a casa como garantia (vale lembrar que essas casas, nesse momento estavam sobrevalorizadas, porque todo mundo tinha dinheiro, todo mundo podia comprar casas, alta demanda = altos preços), porém, quando descobre-se que quem havia conseguido o empréstimo (todo mundo conseguiu, eis o problema, criaram-se os título podres) não tinha como pagar (solvência) e as casas que outrora estavam sobrevalorizadas agora nada valem, existe uma crise, os títulos de empréstimos dos bancos nada valem mais (são chamados de títulos podres aqueles da subprime, a classe de maus pagadores) o que valiam.

Após isso, todos os americanos querem continuar a consumir, porém, os bancos não possuem dinheiro e os juros estão altos demais, logo, o crédito fica restrito (insolvência dos bancos) aos bancos também.

É agora que entram os BCs, neste caso em específico o FED (aquele dos 700 bilhões de dólares).

Emprestando dinheiro a juros baixos para os bancos, tentando evitar que esses entrem em processo de falência e os americanos que tenham seu dinheiro depositado lá simplesmente suma.

Com o consumo desacelarando nos EUA, e nos demais países que podem ter comprados os títulos podres lá no começo (por exemplo, os Bancos Ingleses), inicia-se uma crise de desconfiança pelo mundo, não se sabe quais bancos estão lastreados (comprados com o chamados títulos podres) com os títulos de hipoteca estadunienses.

O medo faz com que, como num efeito dominó, o consumo diminua, e sobram mais comida, petróleo, aço, ferro, são os chamados commodities (menor demanda e maior oferta = queda nos preços).

E é exatamente nesse ponto que se atinge, em especial, o Brasil.

O crescimento brasileiro dos últimos anos, a migração e criação de uma nova classe média foi bancada pelos commodities e seus altos preços.

Bastou a não aprovação do plano dos U$ 700.000.000.000,00 (aproximadamente $ 2.500,00 por cidadão americado segundo a The Economist) na segunda do dia 26 de setembro para se instalar o pânico pelo mundo, com a Bovespa sendo interrompida duas vezes (até então havia sido interrompido o pregão apenas uma vez na história) devido ao excesso de desvalorização.

Mesmo aprovada na segunda tentativa, o mundo continua extremamente preocupado se o plano do Bush/FED vai funcionar e as bolsas não dão sinal de otimismo.

E, mesmo sabendo (ou não) de tudo isso, o Lula vem dizer que isso é problema do Bush, que o Brasil passará imune.

Será mesmo?

E seria esse o fim dramático do neoliberalismo como conhecemos hoje?

O tempo provará que eu estava certo, ou não...

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