O “What the Fuck” Pelo Mundo – Porto Alegre (Parte III – Final)

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Minha odisséia em Porto Alegre está, então, chegando a seu fim. Estou no Aeroporto agora, ainda revoltado com os preços abusivos praticados pelos comerciantes (damn you, Infraero), refletindo sobre o que vivi nessa cidade na última semana (“uau, que dramático, até parece que está nos últimos dias de sua vida”, pensa, provavelmente, o tiozinho que está atrás de mim, tentando ler o que escrevo). E quais minhas impressões sobre a capital gaúcha e seu povo?

-Pão com presunto e queijo, feito na sanduicheira, chama-se misto quente, certo? Errado, segundo os gaúchos. Aqui isso se chama torrada. A melhor invenção do mundo, segundo o neto, seria, portanto, a torrada. E como diabos se chama o pão feito na torradeira? Deus sabe.

Torrada??? Não...

Torrada??? Não...

 

-Ainda na panificadora? Procure um pão francês. Não tem. Aqui se chama cacetinho (tchê!). E não tente chamar a baguete de cacetão. Acredite em mim, isso só vai fazer o atendente chamar a polícia e denunciá-lo por assédio sexual ou algo do gênero.

Que porra é essa????

Que porra é essa????

 

-Outra particularidade do linguajar gaúcho: aqui, R$ 3,75 se fala “três COM setenta e cinco”, e não “três E setenta e cinco”. Continuando nesse tema, o gaúcho tem o costume de falar “Ã-ham” e não “ã-HAM”, ou seja, dá ênfase na primeira sílaba. 

-Essa é manjada, mas o gaúcho gosta de falar “BARbaridade!”, “mas BAH!”, e coisas do gênero.

-Ao cumprimentar outras pessoas, as gaúchas costumam dar dois ou três beijos no rosto, “pois assim dá sorte pra casar”. ??????? E não, não estou reclamando…

-Como gaúcho gosta de chimarrão! Em todo lugar tem uma cuia, e somente UMA cuia, com uma garrafinha térmica cheia de água quente ao lado. A diversão é tomar o chimarrão e passar para o amigo ao lado.

-E, para finalizar, algo que todos já sabem: o gaúcho é MUITO regionalista. Pode-se argumentar se isso é ou não é uma atitude inteligente, mas é indiscutível a força que projeta em seu povo. Em vários lugares há mensagens e imagens entoando o orgulho de ser gaúcho, algo semelhante com o que algumas empresas TENTAM fazer aqui no Paraná (“Condor: Orgulho de Ser Paranaense”). E isso se reflete na percepção que eles têm do nosso Estado. Para eles, somos praticamente irrelevantes, tipo “não cheira nem fede”. Nossos times de futebol, por exemplo – “Inofensivos”, segundo alguns colorados com quem conversei. “Paraná Clube? Que time é esse?”, disse um gremista. Pois é…

 

É um timinho ai...

É um timinho aí...

 

 

And that’s all, folks. No próximo episódio de “O ‘What the Fuck’ Pelo Mundo”, uma viagem pela Bahia e por seus mistérios… isso se o neto não ficar com preguiça de escrever (aí, zuei!).

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